8 de agosto de 2018

Especial Bienal do Livro SP 2018: Editora Arole Cultural leva a cultura e os conhecimentos da Umbanda e Candomblé para além dos terreiros



O estande da editora Arole Cultural apresenta sete títulos e quatro pré-lançamentos que pretendem desmistificar a cultura afro-religiosa durante a 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou em 3 de agosto. 

Segundo Diego de Oxóssi, o objetivo da editora é traduzir a cultura dos Orixás de forma objetiva e fácil para o leitor leigo ou para aquele que já tenha algum interesse pelo assunto. “'Arole' significa 'o herdeiro' em idioma iorubá - aquele que carrega uma tradição. Essa é a missão e a principal maneira que nossos títulos e a marca ajudam na divulgação das religiões de matriz africana: quebrando tabus e estigmas, desmistificando e desconstruindo preconceitos e mostrando que somos todos iguais em nossas diferenças ”, explica o fundador e escritor. 

Por ser uma cultura de tradição oral, muitas práticas se perderam ao longo do s anos e muitos materiais não foram nem ensinados aos seus frequentadores - menos ainda divulgadas ao grande público. “Por isso é necessário, também, registrar memórias e culturas para as próximas gerações e os livros cumprem essa nobre função”, conclui. 

A tolerância religiosa e o espaço necessário para as expressões culturais também estão no DNA dos títulos editados pela Arole Cultural. "É preciso se fazer (re)conhecer. Muito mais do que tolerância, é preciso garantir aceitação e a única maneira possível, ao meu ver, é se fazendo ver e conviver. Assumindo lugares e ocupando espaços de direito junto à sociedade mais ampla."

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