9 de agosto de 2018

Especial Bienal do Livro de SP 2018: Obra resgata história de quilombo e do Triângulo Mineiro



Com o subtítulo “Carta da Câmara da Vila de Tamanduá à Rainha – 1793”, último documento analisado pelo historiador mineiro Tarcísio José Martins, que há mais de 30 anos pesquisa sobre a história do negro no Brasil, o livro Roubando a História, Matando a Tradição faz estudo minucioso e inédito dessa Carta e de outros documentos importantes da História do Triângulo Mineiro e dos Quilombos do Campo Grande que, à Luz da Lógica Formal, ou seja, confrontados com fontes primárias, geográficas e cartográficas, comprovam definitivamente que sua verdadeira história foi roubada do povo. 


A obra foi lançada oficialmente no dia 5 de agosto durante a 25ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Muitas já foram as descobertas do autor sobre a verdadeira história quilombola dos anos setecentos e que, inclusive, resultaram em sua trilogia Quilombo do Campo Grande, mas faltava ainda comprovar o conteúdo 100% ideologicamente falso contido na famosa Carta que a Câmara de Tamanduá enviou à rainha Maria I em 1793 (publicada pela Revista do Arquivo Público Mineiro em 1897) e que levou ao erro muitos historiadores. 

A oportunidade chegou em 2016, quando Tarcísio constatou que o Arquivo Público Mineiro disponibilizou traslado original da Carta (de 1798) e alguns outros documentos na Internet. “O último 'ovo da serpente que come a história' era a carta da Câmara de Tamanduá à Rainha, de 1793. Resolvemos esmagá-lo de uma vez por todas”, enfatiza Martins que, nas 430 páginas da obra, com 52 ilustrações coloridas e mais de 900 notas de rodapé, revela detalhadamente as muitas informações que foram distorcidas nessa Carta para se anexar o Triângulo Goiano às Minas Gerais, bem como para deturpar e diminuir a gloriosa história da Confederação Quilombola do Campo Grande: Muito maior que a de Palmares. 

Configurando-se em importante obra que traz à luz a verdadeira história do negro em Minas Gerais, também foi a primeira a ser agraciada com o Selo Luís Gama de Publicação, criado pela Comissão da Verdade da Escravidão Negra e de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil (CEVENB) da OAB/MG. E ainda traz alerta em sua contracapa aos que roubam a história: “Porque não há coisa oculta que não venha a manifestar-se, nem escondida que não se saiba e venha à luz (Lucas 8: 17)."

O autor deve seguir no estande da editora MG Quilombo (E100M) na Travessa Literária até domingo (12) à partir das 14h, disponível para autógrafos. Em breve, o Bio-Livros irá resenhar Roubando a História, Matando a Tradição e publicar outra reportagem sobre outro lançamento do autor na Bienal.

Sobre o autor
Foto: Divulgação/Google +
Tarcísio José Martins é advogado aposentado, poeta, romancista e incansável historiador brasileiro, nascido em Moema/MG em 1949. Dedica-se há mais de 30 anos a pesquisas a respeito da história do negro no Brasil, tendo publicado diversos livros, como a trilogia Quilombo do Campo Grande e artigos sobre o tema, inspirando o premiado documentário Quilombo, do Campo Grande aos Martins – 2007, do cineasta Flávio Frederico e recebido diversas homenagens, como a Medalha Santos Dumont – Ouro 2013, concedida pelo Governo de Minas Gerais. 

Tarcísio também criou site que, desde 1998, tem sido fonte de informações sobre a história do negro no Brasil para professores e alunos dos ensinos fundamental e médio. Além disso, ministra palestras sobre o assunto por escolas e instituições do país. 

Sobre a MG Quilombo Editora
Com o início de suas atividades em fevereiro de 2018, a MG Quilombo Editora se dedica à história e à cultura negra mineira e tem suas raízes no site MG Quilombo, que, desde 1998, tem sido fonte de informações sobre a história do negro no Brasil para professores e alunos dos ensinos fundamental e médio. 

Serviço 
Livro: Roubando a História, Matando a Tradição - Carta da Câmara da Vila de Tamanduá à Rainha – 1793 
Autor: Tarcísio José Martins
Editora: Tejota Editor/MG Quilombo
Páginas: 430, com 52 ilustrações e 930 notas de rodapé 
Ano: 2018
Preço: R$ 100
Local: Estande da editora MG Quilombo (E100M) na Travessa Literária da 25ª. Bienal Internacional do Livro de SP (Pavilhão de Exposições do Anhembi: Av. Olavo Fontoura, 1.209, São Paulo/SP)

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