11 de maio de 2017

Minuto do Escritor: Rudson Xaulin


O Minuto do Escritor de hoje é com o gaúcho Rudson Xaulin.

Rudson tem 28 anos e há quatro escreve. Ele tem mais de 17 livros, sendo quatro lançados de forma independente, dois por editora e outros dois também de editora lançados há pouco, além de já ter outros prontos e "aguardo a hora certa de lançar".

Entre suas obras mais recentes estão Palavras das Sombras, um apanhado de poesias, textos e poemas, "coisas que podem ser lidas no seu dia a dia, apenas para melhorar seu animo, tentando sempre nos dizer que as coisas podem sim ficar melhores. A capa da obra retrata bem isso, o livro se apresenta como algo para baixo, sombrio e inóspito, mas quem de nós já não se sentiu assim um dia? O grande truque é descobrirmos o que de fato temos por dentro, sempre algo melhor pra mostrar, mais belo e mais cheio de vida, como no livro".

Outro livro lançado não faz muito tempo por Xaulin é O Cara Que Escreve. Além deste, ele possui Contos da Pedra, Árvore de Luz (lançados em 2016 junto com Palavras das Sombras) e Palavras Abraçadas (este último é uma antologia da Scortecci lançada na Bienal de São Paulo do ano passado). Confira a sinopse de Contos de Pedra e Árvore de Luz abaixo:

Sinopse Contos da Pedra: Um livro de poemas e rimas, todas retiradas de grandes clássicos do rock n’ roll mundial. Existem poemas vindos de canções dos Rolling Stones, Beatles, Guns N’ Roses, AC/DC e centenas de outros grandes artistas. Todo o livro é rimado, como se cada música ganhasse um “Labo B”, fazendo você cantarolar e querer muito dedilhar um violão. 

Sinopse Árvore de Luz: Livro com histórias e contos natalinos, fazendo com que voltássemos a crer no bem, não no bom velhinho. Talvez a data em si, possa deixar as pessoas abertas para as melhores coisas da vida, ou para fazer o bem para tantos outros, e usar o Natal como um pano de fundo, é a maneira mais fácil para mostrar que você pode ser sim melhor, todos os dias. 

Além disso, Rudson participa do Projeto Jill, que teve origem graças a outro livro do autor, Um Projeto De Cão Chamado Jill, da Chiado editora, no qual os voluntários colocam casinhas para cães abandonados pelas ruas. Todas as casinhas são de cor padrão, seguindo os moldes da capa do livro. Recentemente eles comemoraram 100 ações dentro do projeto e, por isso, estão tentando buscar pessoas que possam ajudá-los. Saiba mais sobre o livro Um Projeto de Cão Chamado Jill aqui.  

Confira abaixo a entrevista completa feita pelo Bio-Livros com Rudson quando lançou Palavras das Sombras:

Bio-Livros: Com que idade começou a escrever?
Rudson Xaulin: 26 (quando me dediquei mesmo à literatura).

BL: O que te motivou a escrever?
Rudson: Desde novo sempre escrevi, mas nada que um dia eu achasse que pudesse se encaixar em um ramo literário ou que aquelas coisas pudessem virar livros, e muito menos eu me tornar um escritor.

BL: Como escolheu o gênero o qual escreve?
Rudson: Isso é bem difícil de dizer. Escrevo sobre tudo aquilo que eu gosto. Então Tenho livros de guerra, alienígenas, terror, carros, destruição do planeta, poesia, crônicas, romance. Depende do que eu quero escrever, sento lá e escrevo. E o assunto, ou como o narrador se comporta, depende de que história eu estou tentando passar.

BL: Pretende escrever outros gêneros?
Rudson: Depende de como eu vou abordar um novo assunto. Mas se surgir uma vontade de abordar um novo tema, vou fazer sem problema nenhum.

BL: Como foi a pesquisa para escrever Palavras das Sombras? Em que se baseou?
Rudson: É um livro de poesias e textos como poemas. Então eu juntei tudo o que se encaixava nesse aspecto em Palavras Das Sombras. Agora quando eu escrevo algo que precisa de detalhe e um termo mais técnico, eu pesquiso tudo, como aquilo é usado, empregado, como é derivado ou similar em outros lugares. Para falar de um tanque de guerra, por exemplo, eu estudo muito a história do aparelho, onde ele foi usado e histórias reais que possam me mostrar mais a fundo sobre algo que eu queia fazer novo e colocar o tanque de guerra, modelo tal, na minha história, mas sem erros. A ponto de um soldado que utilizou aquele aparelho, possa dizer que ficou bem próximo realmente de como aquele mecanismo todo funciona.

BL: O que acha sobre a literatura nacional?
Rudson: Olha, sinceramente, acho que tem pessoas excepcionais, tem um amontoado de talento e pessoas que realmente vivem e respiram literatura. Mas a coisa é bem rachada e dividida. Centenas de escritores vão até minha página pedir que eu curta suas coisas, que os siga, que eu indique seus livros e que eu compartilhe as suas postagens para que meus amigos possam ficar sabendo e ajudar um novo escritor. Até aí, tudo bem, normal. Mas se você pegar esse mesmo monte de escritores, eu posto lá duas mil coisas diferentes, nenhum deles, nenhum, deixa um like sequer em nada do que eu posto, sendo que eu nunca pedi nada. Do outro lado, tem escritor que não conseguiu nada ainda e fica dando aquela de novo super talento brasileiro. Outros que postam coisas tão superficiais, que parecem que estão descobrindo um novo planeta e nada, nada nos últimos tempos realmente tem ganhado muita atenção. As pessoas tem que colocar mais os pés no chão e saber que se não nos unirmos mesmo, de fato, tudo vai ficar cada vez pior.

BL: Qual seu livro favorito?
Rudson: Um Projeto de Cão Chamado Jill. Eu amo demais aquela menina bagunceira.

BL: Para você, como é o mercado de literatura no Brasil?
Rudson: Olha, eu acho muito bom no quesito vendas. Se você ficar achando que uma editora vai fazer tudo por ti, que eles vão te colocar no topo, esquece, isso não existe. Só depois que você tem uma história e um certo montante de livros nas costas. No começo, é muito suor, é muita carga e correria. Mas depois vem a recompensa. Meus livros vendem bem, eu posto livro novo e já sou inundado de encomendas que já pagam a obra, me dão lucro e eu já jogo tudo isso para o livro seguinte, e assim eu sigo.

BL: Qual sua forma de interagir com os leitores?
Rudson: Qualquer uma. Eu respondo todo mundo no Facebook, sendo comentários, conversas e mensagens. Respondo e-mails, converso com eles quando os encontro, dou a melhor atenção que eu posso, pois sem eles, eu não sou ninguém.

BL: Qual o futuro da literatura?
Rudson: Depende do ponto de vista. No Brasil, a tendência é ser cada vez mais fraca. Eu tenho livros sendo vendidos em 13 países diferentes, e advinha qual é o país que menos vende livros? Aqui, minha terra. Não vende bem aqui, como em outros países, mas o que vende aqui já é muito bom pra mim, mas comparando com outros países, estamos bem longe de sermos um país culto como um todo. O pior são as centenas de e-mails que eu recebo para que eu passe meus livros, de graça, sem custo algum. "Pode ser em PDF mesmo". Nossa, essa frase é tão amarga. E os blogs que não são sérios? Que pegam livros, que não resenham e assim vamos.

Para mais informações e contato com o autor, confira seu perfil oficial no Facebook.

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