20 de dezembro de 2016

Resenha: Psicose - Robert Bloch


Não há uma pessoa que não tenha assistido Psicose, clássico filme de Alfred Hitchcock. O que poucos sabem, porém, é que o longa foi inspirado em obra homônima de Robert Bloch.
Para se ter uma ideia da "obsessão" de Hitchcock, ele, após ter lido - e adorado - o livro, comprou todas as edições que estavam nas livrarias para que ninguém soubesse do final antes que ele lançasse o filme.

Sinopse: Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicado originalmente em 1959, livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas.

Mary Krane rouba 40 mil dólares de seu chefe sem que ninguém saiba e foge para encontrar seu noivo, Sam. No meio do caminho, uma forte chuva a força a parar no Motel Bates. Lá, Norman Bates a recebe e a entrega o quarto seis, que possui uma fresta para o escritório de Bates. Após o assassinato de Mary, o qual é creditao à Mãe (com m maiúsculo mesmo) de Norman, vemos um excelente suspense e um jogo psicológico, onde tentamos descobrir se Norman é uma pessoa com uma mãe perturbada - ou se ele é o perturbado.


"Tarde de sábado, Norman fez a barba. Ele só fazia uma vez por semana, sempre aos sábados. Norman não gostava de se barbear por causa do espelho. Havia linhas curvas nele. Todos os espelhos pareciam ter ondas que ferem sua vista. Talvez o problema fossem seus olhos. Sim, era isso, pois ele lembrava como gostava de se olhar no espelho quando menino. Gostava de ficar em frente do espelho, sem roupas. Certa vez a Mãe o surpreendeu e deu-lhe uma pancada na cabeça com a grande escova de cabelo, de cabo de prata. Ela bateu com força, e doeu. A Mãe lhe disse que aquilo era muito feio, olhar-se daquela maneira."

Além de ter uma estrutura intrigante e assustadora, narrada em terceira pessoa, Psicose nos faz mergulhar na mente de Bates, investigando seu passado com sua mãe autoritária e que causa danos em seu filho. A versão que li é menor, portanto, as letras são pequenas. Porém, a leitão é tão maravilhosa e flui tão bem que nem se nota o tamanho da fonte. Robert Bloch merece mesmo os parabéns pela obra-prima que se tornou grandiosa nas telonas, até porque Stephen King, o mais entendido do assunto nos dias atuais, é outro apaixonado por este livro. E ele acaba de ganhar mais um admirador.

Serviço
Psicose
Autor: Robert Bloch
Editora: Darkside
Ano: 2013 (nova versão) e 1959 (original)
Páginas: 240
Preço Médio: R$ 19,90
Nota: 5

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