2 de novembro de 2016

Entrevista: Um martíni com Cláudia Lemes

O blog Bio-Livros traz hoje uma entrevista com a escritora Cláudia Lemes, que lança este mês o livro Um martíni com o diabo pela Editora Empíreo.

Cláudia Lemes escreve desde sua adolescência, mas foi somente em 2015 que publicou o seu primeiro romance. O livro policial Eu vejo Kate: O despertar de um serial killer foi um sucesso entre livrarias, leitores e blogueiros. A escritora, tradutora e mãe de três filhos promove agora o lançamento de um romance policial noir.

Sinopse: O jovem Charlie Walsh está em Las Vegas, não para tentar a sorte, e sim para matar seu pai, o chefe da máfia italiana, Tony Conicci. O plano era infiltrar-se no restrito grupo de confiança da família Conicci e se aproximar do chefão. Mas Las Vegas corrompe. E o desejo de vingança de Charlie é posto em prova quando ele se vê seduzido por amizades, poder, drogas e dinheiro que a máfia oferece. Com o FBI em sua cola, e secretamente apaixonado pela enigmática esposa do pai, ele precisará decidir onde apostar sua lealdade.

ENTREVISTA
 Cláudia Lemes, autora de Um martíni com o diabo

Em entrevista ao blog Cláudia Lemes conta que  Um Martíni com o Diabo é um romance baseado em um pedaço do seu primeiro livro e que "foi um desafio ler aquela história escrita há tantos anos e criar uma nova em cima dela, escolhendo o que mudar, o que reescrever e o que expandir". A escritora afirma que gosta de se desafiar e correr riscos e que escrever este livro permitiu que ela tivesse essas sensações. "Outro desafio foi escrever com um bebê tão pequeno em casa, o que tornou a rotina de escrita bem confusa e turbulenta", confessa a autora.

De acordo com a escritora santista, em Um Martíni com o Diabo, ela se permitiu algumas liberdades para entregar uma história de ficção de entretenimento. "Nos outros eu me preocupei demais com a pesquisa, tinha como meta deixar o livro totalmente realista", conta Cláudia.

A autora explica que o original foi escrito em 1999 e que nesta época existiam menos recursos de pesquisas. "Me lembro de ter lido alguns livros e o que mais me influenciou foi o Donnie Brasco, de Joseph Pistone e eu também li muitos artigos e vi muitos documentários". Cláudia ainda complementa que quando reescreveu a obra voltou a pesquisar para confirmar alguns dados. "A parte mais gostosa foi a pesquisa sobre martínis, nunca tinha tomado a bebida e li tanto sobre o assunto que acabei me apaixonando por martínis, virou minha bebida alcoólica preferida", revela. 

As inspirações para Um martíni com o diabo, conforme diz Cláudia, foram livros e filmes de máfia, os quais ela sempre gostou. "Entre os filmes estão Cassino, Os Bons Companheiros, O Poderoso Chefão, Donnie Brasco, Os Intocáveis e entre livros tentei fazer uma releitura do noir que sempre me fascinou: James Ellroy, um dos meus autores preferidos, Elmore Leonard, Dashiel Hammet". 

Além de falar sobre o processo de escrita de seu novo livro e de suas inspirações, Cláudia esclarece a diferença entre um romance policial de um romance policial noir. "As personagens de um noir são "hard-boiled"; durões, cínicos e as mulheres são lindas e perigosas, algumas precisando de proteção e outras mais duronas do que os homens, toda a ambientação é regada à lealdades, traições, bebidas, cigarros, e vida noturna em ruas pouco amigáveis", informa a autora. Ela também declara que amou ambientar o livro desta forma e que escolheu Las Vegas por ter visitado a cidade justamente no começo dos anos 90 e por ter imaginado a trama se passando ali.

Sobre o personagem de seu novo livro, Cláudia menciona que "Charlie é muito impulsivo, imprudente, confiante e jovem", por conta disso "ele chega a ser um pouco arrogante e se mete em situações que são muito mais complicadas do que imagina". A autora declara também que quando jovem tinha alguns aspectos semelhantes aos de Charlie e que se deu muito mal. Em consequência disso ela quis explorar um protagonista desses, uma pessoa com uma capacidade violenta forte, mas com um coração bom. "Ele não chega a ser um anti-vilão, mas é mais do que um anti-herói".

Já referente a escolha da máfia italiana, Cláudia expõe que nós brasileiros nos sentimos mais próximo desta do que da irlandesa ou da russa, isso se dá "porque muitos somos descendentes de italianos, temos aquela figura das avós implorando para comermos, dos homens mais gordos falando alto, acho que é possível reconhecer um pouco de nós naquilo".

Em relação a publicar mais um livro, Cláudia comenta estar contente em conseguir produzir obras em meio à vida intensa que ela tem e comemora o fato de cada vez mais pessoas estarem lendo seus livros. "Sinto que minha carreira está em constante movimento, e isso serve de combustível para mim".

A escritora ainda diz o que achou da edição final do novo livro: "Estou vivendo uma lua de mel com essa capa: minimalista, atraente, e em perfeita harmonia com a trama". Segundo ela, uma das partes preferidas em trabalhar com a Editora Empíreo é saber "que vão dar um show na diagramação e na capa do livro" e deixa aquela curiosidade nos fãs: "vocês nem imaginam como vai ficar por dentro, lindo demais".

Recado da autora
Cláudia LemesAlém dos livros, estou sempre lançando contos por antologias e em revistas digitais, além de participar de eventos literários. Então, para os que querem me seguir, aqui estão os links: Perfil no FacebookFanpage no Facebook |  Site Oficial do Martini | Fanpage Kate | Fanpage Martíni | Instagram: claudialemesautora

Um comentário:

  1. Eu gosto muito disso. Quando o autor ou autora, colocam traços de sua própria personalidade nos personagens. Nem que sejam alguns vestígios, porque isso os torna ainda mais reais!E isso faz um a diferença danada nas histórias!
    A divulgação desta obra vem sido bem feita e já sei que pelo conteúdo, é sucesso na certa!
    Beijo

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