3 de novembro de 2016

Notícia: Projeto Leitura na Grama busca difundir a literatura

Nos dias atuais, a difusão da literatura é algo que é mais do que necessário, devido principalmente à resistência de muitos jovens em praticar a leitura, por conta de videogames e gadgets em geral. Assim, o projeto Leitura na Grama surgiu como um agente para "combater" este "mal" do mundo moderno.
Criado em outubro de 2014 pela paulistana e administradora de empresas Amanda Ribeiro, 38 anos, a ideia original do LNG vem da paixão de Amanda pela literatura e era a de trocar livros. "Um dia, acordei e me toquei que tinha muitos livros em casa, e era véspera da Bienal do Livro. Sou apaixonada por livros e queria novos, mas precisava desocupar espaço", conta a idealizadora do projeto. Assim, ela colocou seus livros em uma mala, organizou uma ida a um parque e avisou as pessoas que estaria lá e que, quem quisesse, poderia trocar livros com ela.

Porém, o evento não funcionou exatamente como ela esperava. "No final, as pessoas que compareceram se interessaram pelos meus livros, mas elas não trouxeram nenhum para trocar. Acabei deixando que levassem e que trouxessem em outra hora. Acabou dando certo, foi um dia muito legal. Então conversando com uma amiga, ela me ajudou a definir o logo e o nome, e desde então organizamos um evento desse por mês, salvo um ou outro que não há por conta da correria", afirma.

MULTIPLICIDADE

Atualmente, o Leitura na Grama é subdividido em três frentes: o LNG Feirinha, que é o mais próximo do original, com bate-papos, troca de livros e ideias, doações, etc., nos parques e praças de São Paulo. "Achamos que podemos fazer um mundo melhor por meio dos livros. Um livro parado na estante perde sua razão de existir, então, nossa missão é a de recuperar este livro e que ele fique circulando até não poder mais", relata Amanda.

Há também o LNG Infantil, que propõe levar a leitura para festas infantis. "Nós armamos um espaço pequeno na festa (montado com um tapete e uma cortina) e deixamos lá livros brinquedo, livros comuns e há contação de histórias. A ideia é a de fazer com que, principalmente, as crianças menores criem o hábito da leitura, pois, conversando com pessoas que comparecem em nossos eventos, percebemos que o primeiro contato das crianças com o livro é na escola, mas porque são obrigadas, e isso acaba sendo chato para elas, não tendo prazer naquilo", observa. Por ora, só houveram evento deste tipo em duas oportunidades em festas de amigos, "mas queremos expandir este subprojeto".

Por fim, há o LNG na Rua, no qual o Leitura na Grama firma parcerias com empresas e instituições que fazem doações de alimentos, roupas, entre outros itens, para pessoas em situação de rua e, em conjunto com estas organizações, distribui livros. "Fazemos isto, pois percebemos, ao conversar com estas pessoas, que elas gostam de ler, mas elas são 'barradas' na primeira tentativa de contato com a leitura. Ao chegarem em uma biblioteca, lhes é pedido um comprovante de endereço, o qual eles não possuem", lamenta a criadora do LNG.

Ela também conta que as doações literárias, por assim dizer, não são e - segundo ela-, não podem ser distribuídos sem os demais auxílios, "pois ele está passando por outras necessidades, às vezes frio, às vezes fome". Há ainda eventos especiais, como o que foi realizado no Dia das Crianças, realizado em frente ao Parque Trianon, com contação de história e entrega de kits para crianças, com livro (doado), bolinho, entre outras coisas. "O problema é que, como não temos ajuda financeira, patrocínio, ficamos restritos", lamenta.

VOLUNTÁRIOS

O trabalho principal do LNG é todo balizado pela AManda. "Eu faço tudo. Alguém me liga para buscar um livro e, desde o esquematizar a busca do livro, catalogá-lo, enfim, sou eu, mas meu irmão e meu filho me ajudam com transporte, tenho amigas que ajudaram nos bolinhos, etc., uma amiga do trabalho também já me ajudou. Nem fotos consigo tirar, pois fico conversando com os participantes e fico envolvida demais com tudo", diz.

Amanda pretende expandir o LNG para outras cidades. "Estou conversando com um interlocutor para tentarmos fazer um evento em Jandira, onde minha mãe tem casa, mas tenho vontade de levar para cidades vizinhas, para o Rio de Janeiro, Recife, entre outros, mas, neste momento, fico privada por conta do dinheiro e por não conhecer tão bem as demais cidades e saber onde há bons pontos para realizar o evento. Por isso, preciso de contatos fora."

No dia 26 de novembro haverá o último evento do LNG em 2016, realizado em parceria com o Instituto Pró-Sangue. Para mais informações, acesse o link oficial do evento no Facebook.

E aí, se interessou em fazer parte deste projeto? Se você quiser ser voluntário ou até mesmo parceiro do Leitura na Grama (ajudando com donativos, financeiro, etc.), entre em contato na página oficial do Facebook, no e-mail (contato@leituranagrama.com.br), ou pelo celular (11) 95970-8107. Há ainda o site e o grupo no Skoob.

2 comentários:

  1. Muito show este projeto!
    É preciso que mais iniciativas assim aconteçam em todo o país. A leitura tem perdido seu espaço demais, é isso de tecnologia, tempo...sempre uma desculpa para não ler.
    Adorei tudo isso!
    Beijo

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  2. Linda! Lindo projeto! Ótima iniciativa!

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