5 de novembro de 2014

Notícia: Crianças e adultos aprendem a arte do Cordel na Fliquinha


As atividades de sábado começaram cedo na Fliquinha.

Antes das 9h da manhã a garotada já estava aguardando ansiosamente pelo lançamento do livro O bicho que vira homem e o homem que vira bicho. Depois desta divertida contação de histórias, as crianças embarcaram num bate-papo com a escritora gaúcha vencedora do Prêmio Lauro de Freitas,que já tem 12 títulos publicados,Sandra Popoff. No início da tarde, a meninada embarcou numa Oficina de Cordel com o poeta pernambucano, Maviael Melo. 


A feitura do Cordel tem um único segredo: a rima. “Tem que rimar”, anuncia o escritor que faz das suas apresentações um animado show recheado de poesia e música, que já lhe renderam diversas premiações em Festivais pelo Brasil. “Os versos tem de ter métricas, quem sabe o que é métrica?”, pergunta sobre o olhar atento das crianças e já responde: “É tamanho, medida. Cada verso precisa disso”. E foi assim, ensinando e ritimando as palavras, que as crianças construíram em grupo um verdadeiro Cordel. 

A paulista Lúcia Hiratsuka, autora de mais de 20 livros publicados na área de Literatura Infantojuvenil, duas vezes contemplada com o Prêmio Jabuti, explicou como ela realiza seus trabalhos utilizando uma tinha a base de carvão. No evento, ilustrou desenhos incluindo passarinhos e um bambo. No final do dia, todo mundo caiu na dança e nas brincadeiras com o show O Menino Caymmi, do Grupo Zabelê. Assim como a programação oficial da Flica homenageou Caymmi, a Fliquinha também entrou nas comemorações do centenário do poeta.


Resumo da Festa

Escritor, se corresponder a certo clichê padrão, não gosta de ir a festas, tem horror a barulho, movimento, agitação, àquele bando de gente com o controle da razão desligado. Então por que foram inventar festa literária? Não seriam duas coisas excludentes, festa e literatura? Não importa mais saber por que; inventaram, está feito, vai ver os escritores gostavam mais de festa do que se suspeitava. Vai ver uma festa literária não é bem festa ou tem pouco a ver com a definição de festa do senso comum. 

Resolvido o paradoxo, as festas literárias se multiplicaram e passaram a atrair mais público do que muitas festas outras, regadas a muita bebida e pesados decibéis. Em Cachoeira, resolvemos o paradoxo unindo as duas coisas. Há as mesas, as conversas entre autores, dos autores com os mediadores e o público, os leitores, e depois se pode cair na farra, os próprios escritores passeando pelas atrações por nós disponibilizadas nas ruas e palcos da cidade, comemorando junto a quem mais queira comemorar, se soltar. 

Quem vivenciou as três edições anteriores da Flica viu, ouviu e sentiu emoções inesperadas, conviveu de perto com intelectuais ilustres de outras terras e nações, ao mesmo tempo com uma população entusiasmada, envolvida na Festa e no propósito de bem receber a todos. Não só realizar outras edições tornou-se inevitável, anseio comum de realizadores, moradores de Cachoeira, público que viu de perto ou de longe, pela imprensa e internet, como está sacramentado: como qualquer festa que se preze, a Flica será anual, sem ano para acabar, quiçá eterna. 

Quem dá a festa, literalmente, pois não se cobra pelo acesso às mesas de debates, são nossos apoiadores e patrocinadores. Quem curte é você, convidado de honra por nós a conferir que, ao contrário do clichê divulgado, escritor gosta mesmo é de festa, daí o sucesso das festas literárias, daí o excepcional encanto da festa literária em Cachoeira, cidade nascida para abrigar o mais animado evento do gênero.

4 comentários:

  1. Nossa muito legal! Não sabia nem que estava acontecendo a Flica! Achei nem legal essa inciativa voltada para os pequenos. Tudo que tiver essa linha cultural infantil é de bom grado.
    Beijos!
    Monólogo de Julieta

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    1. É legal ter um espaço para literatura infantil também!

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  2. Uou, que bacana, acho muito bacana quando resolvem fazer coisas do tipo para a criançada, desde pequenos tendo um exemplo. É maravilhoso.

    Beijos
    intoxicadosporlivros.blogspot.com.br

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    1. Sim, faz parte da educação também, é? ^^

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