11 de novembro de 2014

Minuto do Escritor: Luis Augusto Pereira


Voltamos com nossa coluna Minuto do Escritor, dessa vez com o autor do livro O Açougue Maldito, Luis Augusto Pereira, que esteve presente na Bienal do Livro 2014 São Paulo no estande da Modo Editora. Confira abaixo a entrevista que fizemos com o professor de história, de 47 anos:

BIOLIVROS: O que inspira você a escrever? 
LUIS AUGUSTO: Escrever para mim é uma terapia, um motivador para além do stress, algo que já não posso mais viver sem. É como ar que respiro. Me faz mais feliz criar situações e personagens que existem dentro de minha cabeça, como pessoas que precisam nascer. Depois de escritos ganham o universo e já não são mais meus.

BL: Quantas obras já publicou? 
LA: O açougue Maldito é meu livro de estreia, o qual lancei na Bienal e tive uma boa resposta, pois o tema é sui generis e impactante pela capa, mas é uma história linda, cheia de mistérios e reflexões psicológicas.

BL: Que tipos de livros você procura escrever? Como é isso? 
LA: Terror é o gênero que mais me motiva, pois todos os dias vivemos nosso terror pessoal. Gosto do terror real que vive dentro de nós como seres humanos em conflito com o mundo exterior.

BL: Quanto à O Açougue Maldito, como você se sentiu ao escrevê-lo? 
LA: O Açougue Maldito precisa nascer, pois como uma entidade espiritual, já não estava mais me deixando viver. Após conclui-lo senti um alívio, porque essa história tinha que ser contada.

BL: Quanto tempo de pesquisa você leva? 
LA: Minhas pesquisas se concentram por anos tentando refletir sobre o tema, o período da história, o drama. Vasculho jornais, livros e internet.

BL: Como você lida com o diferente publico de suas obras? 
LA: Tenho leitores de todas as idades, porque é uma história de suspense e medo e em todas as idades temos nossos anseios.

BL: Para você, como acredita que contribui para a literatura contemporânea? 
LA:  Interessante contribuir com a literatura nacional e contemporânea, mas o mais importante é o presente. Ver os olhos das pessoas brilhando sem fôlego pela história é bem interessante, pois cada época tem seus questionamentos e isso é o mais importante. Um livro não é para o momento presente, mas para os que virão, como um bom vinho que ao longo dos anos vai amadurecendo e conquistando seu público. Isso é contribuir com a literatura mundial.

BL: Você está trabalhando em um livro novo? O que pode falar sobre isso? 
LA: Já estão prontos outros livros, mas por enquanto estou batalhando por O Açougue Maldito, consolidando no meio do meu publico que acredito que são todos aqueles que gostam de apreciar um bom livro. Estou tentando melhorar minha técnica de escrita, mas acredito que nunca estarei pronto, pois os pequenos defeitos é que contribuem para que estejamos sempre melhorando e não ficarmos parados sem evoluir como seres humanos.

BL: Em meio à era da tecnologia, você utiliza redes sociais e blog para interagir com os fãs? Como?
LA: Sou um escritor da era da tecnologia. Nasci no meio dos grupos sociais, acreditando nas postagens dos amigos que acessam a internet. Escrevo, ouço música, falo com os meus amigos-leitores, pois eles são as pessoas que mais me motivam a continuar a escrever. Sem essa ligação com as redes sociais, acredito que não existiria O Açougue Maldito, que tenta enfocar um assunto pouco discutido que é a Ditadura Militar no Brasil, levando aos mais jovens um período conturbado da História do Brasil.

Confira a página de O Açougue Maldito no Facebook.

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