11 de setembro de 2014

Notícia: Ficção literária atrai jovens

Por: Heloísa Miro - Rudge Ramos Jornal


A história de amizade, perseverança e lealdade do bruxo Harry Potter fez do estudante de ensino médio Guilherme Antônio Gonçalves, 16, um leitor assíduo. Ele se apaixonou por literatura fantástica por meio de obras sobre magia, passou por Senhor dos Anéis (J. R. R. Tolkien) e hoje a saga As Crônicas de Gelo e Fogo de George R. R. Martin é um dos destaques na sua estante.
Gonçalves contou que aprende muito com as obras ficcionais, desde vocabulário até história. “Há uma descrição muito bem feita da política e das ações humanas sobre a sociedade retratada no livro”, disse.
O estudante comentou que a maneira como o texto é apresentado em obras fantásticas torna o livro atrativo. “A leitura é mais fluída e há uma conexão com os dias de hoje, com as tendências de leitura atuais, que torna a leitura mais interessante, e eu acabo me identificando mais”.
A ficção também aparece na pesquisa do Instituto Pró-Livro. A entidade mapeou o perfil do leitor brasileiro e constatou que 30% dos livros lidos são romances, 19% são histórias em quadrinhos e 11% livros infanto-juvenis. Os dados ainda mostram que, quando perguntados sobre o livro que mais marcou suas vidas, os leitores respondem, em sua maioria, obras de ficção. Entre os títulos mais citados estão as sagas de Harry Potter (J. K. Rowling) e Crepúsculo (Stephanie Meyer), O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry) e o Código da Vinci (Dan Brown).
Escritores como John Green representam a última leva de ficção e literatura fantástica a conquistar a juventude. Foi Green quem atraiu a estudante de ensino médio Nathália Castro Oliveira, 16. Ela só começou a ler por vontade própria em 2013, por causa do escritor americano. Devorou “A Culpa é das Estrelas” em dois dias e já leu todas as obras publicadas do autor. Para ela, é um recurso importante na preparação do vestibular. “Ajudou bastante. Aumentou  minha resistência em provas cansativas, como o Enem”, disse.
Para o professor de ensino médio Norival Leme, os jovens têm razão  de consumirem esta literatura. “Acho saudável que estejam lendo, mas dizer que esses livros são a porta de entrada para o que chamamos de ‘grande literatura’ acho equivocado.”
Leme destacou que as obras clássicas têm papel fundamental na formação acadêmica e o jovem que se restringe à leitura fantástica perde aprendizado.
Já a professora de ensino fundamental Nathália Fajardo Maia acha que o hábito de leitura dos jovens deve conciliar as obras tradicionais com a fantasia. “Os clássicos têm inegável papel na formação dos jovens, devem ser lidos sim. Deixar de lê-los não é o caminho, pois o jovem por meio deles não entra só no mundo da literatura, mas também conhece a história de sua sociedade, compara passado e presente, lida com temas importantes e forma suas próprias opiniões”.

2 comentários:

  1. Adoro ficção <3
    Amei a postagem...

    Beijos
    intoxicadosporlivros.blogspot.com.br

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