28 de agosto de 2014

Notícia: Jovens falam sobre o primeiro livro



Uma forte crise de asma fez Larissa Sposito se tornar uma escritora. Nos três meses que ficou de repouso em casa, ela aproveitou para estrear no mundo literário e concebeu Caminhos Infernais, uma ficção que fala sobre anjos e demônios.

Larissa explica como passar esse tempo todo em casa a incentivou a escrever. “Comecei a ler vários livros não tão bons e me perguntei se não poderia fazer uma coisa melhor do que aquilo, se não conseguiria isso”, disse a escritora e também estudante de publicidade.

Mas, segundo Larissa, a agonia começou mesmo depois que ela se recuperou e quis lançar sua primeira obra no mercado. Ela experimentou, pela primeira vez, a dificuldade de se tornar uma escritora.

No começo, Larissa vendia seus livros sob demanda na Alphagraphics e lá saíram aproximadamente 60 exemplares. “Você coloca no site e, conforme as pessoas vão procurando, vão rodando o livro”, explicou. A jovem utilizou seu blog e redes sociais para fazer a divulgação.

Mais tarde, Larissa resolveu realizar mudanças e cortou as vendas sob demanda. A editora Dream House procurou a jovem para publicar o livro. Nesta editora, serviços como diagramação, registro da obra, divulgação e vendas são gratuitos.

Para a escritora, a maior dificuldade em publicar um livro se deve aos problemas com as editoras. “Foi muito difícil quando eu tive editora, porque, logo no lançamento, a primeira tiragem dos livros veio com erros de diagramação”, contou.

Larissa também relata a importância de os autores fazerem seu papel, divulgando o livro em redes sociais e em blogs, principalmente porque as editoras investem mais no que vem de fora. “O livro que vem do exterior já tem marca, tem uma tiragem mínima altíssima e o custo dele vai diminuir. Ele tem quase tudo a favor dele”, disse a jovem.




Investimento

Quem também usa a internet como meio para divulgar seus livros é Luiz Henrique Mazzaron. O estudante escreveu Máscara – A Vida não é um Jogo, livro de ficção que conta a história de Liam e de como ele entrou em um jogo de uma entidade maléfica. O escritor descreve que teve dificuldades em publicar sua obra. Ele relata que enviou seus livros para muitas editoras, mas que só recebeu um “sim” da Novo Século. “Mas aí veio aquele preço. Quando vi, quase caí para trás. Dá para comprar um carro usado com esse preço”, disse Mazzaron.

Mesmo com o custo alto, os pais do estudante acreditaram que isso seria um bom investimento, então pediram ajuda de familiares e amigos. Dentro do preço estipulado pela editora estavam inclusos: 1.500 exemplares, sendo que 500 do autor, sessão de autógrafos, divulgação em redes sociais e assessoria ao autor.

Luiz Henrique pretende escrever seis livros da série “Máscara”. “O retorno financeiro por enquanto é zero, vou esperar para ganhar mais lá para a frente”, disse.

Mesmo após ter sua obra publicada e estar contente com as resenhas positivas que seu livro tem recebido ele relata um problema enfrentado por autores que querem entrar no mercado. “Na questão de marketing, pelo que eu sei, as editoras no Brasil não dão muito atenção para escritores brasileiros que estão começando agora”, contou o escritor.





Ansiedade

Assim como Larissa e Luiz Henrique, Flávia Duduch está vivendo a experiência de ter o seu primeiro livro publicado. A autora ainda não teve uma sessão de autógrafos e relata que está ansiosa para isso.

Inspirada em J.K. Rowling, Flávia, 17, escreveu o livro Marca da Lua publicado em fevereiro deste ano pela editora Novo Século. A história contada na obra aborda temas de ficção, onde Julie Lynch encontra um livro que lhe dá a tarefa de matar sete criaturas e uma misteriosa marca de meia-lua aparece em sua nuca.

A jovem escritora ainda conta que fez pesquisas em livrarias para escolher a editora que iria mandar seu livro e acrescenta que teve apoio dos seus pais. Além disso, Flávia ressalta como os investimentos funcionam, tanto da parte dela quanto da editora. “De começo eles me dão 1.500 exemplares, 500 ficam comigo e outros 1.000 vão para livrarias. É uma balança, todo mundo faz um pouco”, disse a autora.

4 comentários:

  1. Oi!
    Muito legal seu post, ao mesmo tempo que nos apresenta novos autores fala um pouco sobre como é entrar nesse mercado...
    Acredito que seja complicado, mas acho que comparando ao que era antigamente... hoje em dia a internet ajuda muito mais na divulgação dos novos escritores, né? :)
    Desejo sucesso para todos!!
    Bjs, Lu
    http://resenhasdalu.blogspot.com.br/

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    1. Fiz essa matéria para o jornal da faculdade. AMO livros e acredito que um espaço assim para conhecer novos autores e as obras deles.
      Sim, a internet é companheira no quesito divulgação.

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  2. Caraca, adorei esse post, foi até bastante instrutivo para mim que estou em vias de finalizar o meu. A busca por editoras sempre é a tarefa mais difícil - já percebi isso - e sempre é preciso empenho em tudo o que você faz na vida. Teve uma escritora brasileira que disse uma coisa muito legal a esse respeito. Falou que escrever deve ser levado como um trabalho também, você não estuda somente a sua história, mas como vendê-la. As dicas foram muito boas. Agora, com talento e arte a gente vai longe, né =D

    ||MiL Rios

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    1. Fico feliz que tenha gostado da matéria. São muitas as dificuldades que os novos autores encontram, o importante é sempre continuar e lutar! =)

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